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  1. SAMBA E FÉ Roda do Sambastião nasceu de uma promessa ao santo e se consolidou na amizade dos integrantes


    O padroeiro da cidade do Rio de Janeiro abençoa a Roda do Sambastião, que acontece uma vez por mês, na praça Luís de Camões, na Glória. Fruto de uma promessa feita por um dos músicos, a roda teve sua primeira edição na semana de 20 de janeiro de 2012, e está prestes a completar 3 anos como uma das rodas populares que mais respaldo tem entre os bambas do samba.

    Tudo começou em 2011, quando o músico Marcelo Gimenez, o Paxú, teve um grave problema de saúde. Ainda no hospital, ele prometeu a São Sebastião que, caso fosse curado, faria uma roda de samba no bairro onde foi criado.

    "A intenção era fazer apenas uma roda, mas os moradores e amigos pediram a segunda, a terceira. Desde pequeno eu frequentava as festas de São Sebastião que aconteciam na praça do Russel e me tornei devoto", lembra.

    Com o passar dos anos outras histórias de superação se uniram à de Paxú, e hoje em dia a reunião mensal é sagrada. A roda tem inclusive um samba, o "Hino da Roda", composto por Raphael Moreira, Thiago Freitas e Vinicius Oliveira, que diz: "Hoje tem samba na praça / Hoje tem flecha no ar / É Oxossi quem nos guia", cantada para o orixá que é São Sebastião no sincretismo.

    A roda não tem sábado fixo para acontecer. Os organizadores do evento costumam dizer que ela acontece "no melhor sábado do mês". Por isso, é importante acompanhar a página da Roda do Sambastião no facebook, onde as datas são divulgadas.

    RESPALDO DE BAMBAS


    Ataulpho Alves Júnior e os músicos do Sambastião
    Foto: Divulgação

    A Roda do Sambastião é apadrinhada pelo cantor Ataulpho Alves Jr., filho do sambista precursor Ataulfo Alves, cantor e compositor de grandes pérolas do samba e da MPB como "Ai, que saudades da Amélia", "Laranja Madura", "Atire a primeira pedra", entre outras.

    Também morador da rua do Russel, Ataulpho é um padrinho exigente mas orgulhoso dos apadrinhados. "Quando o Paxú me falou sobre a idéia, eu disse: 'se for para fazer roda de samba de brincadeira eu não apoio. Eu coopero se for a vera'. Era 'a vera' e hoje a roda está ficando cada vez mais bonita. Eu fico orgulhoso e levo o nome dessa roda onde puder", garante.

    O padrinho não é o único que atesta a qualidade da roda. Já frequentaram o Sambastião os bambas Monarco, Noca da Portela, Wilson Moreira, Dorina, entre outros.

    UMA RODA DE AMIGOS


    A amizade é a marca principal da Roda do Sambastião. Grande parte dos músicos nasceram ou foram criados ali na rua do Russel e, por isso, a afinidade transparece no clima familiar da roda.

    Os amigos músicos que integram o Sambastião são Raphael Moreira, pandeiro e voz, Marcos Santos, cavaco e voz, Marcelo Gimenez (Paxú), cuíca, Emerson Lopes, tantã e caixa, Fumaça, no surdo, Ney 7 cordas, violão 7 cordas, Romulo Frazão, flauta e Leandro Henrique, no banjo.


    Samba menino é opção para a criançada na Roda do Sambastião


    LIVRO DE RUA Estante itinerante promove a "libertação de livros" no espaço da roda


    Levar as crianças para o samba não é um problema para quem frequenta o Sambastião. O escritor Raphael Moreira, que também é músico na roda, leva para a praça do Russel, o espaço Samba Menino. Inspirado no nome do personagem do livro escrito por Raphael, o espaço tem "contação musical da história do samba", desenhos e pintura, confecção manual de mini-instrumentos, cantigas de roda e outras brincadeiras.

    Samba menino é o samba personificado na pele de uma criança, que veio da África para o Brasil. O personagem vive aventuras na Bahia e no Rio de Janeiro, onde encontra personalidades importantes para a história do estilo musical como Tia Ciata.

    "Foi a forma que encontrei de levar a história do samba para as crianças. No espaço Samba Menino elas aprendem se divertindo", afirma o escritor.

    O Sambastião também é um dos pontos de "libertação de livros" do projeto Livro de Rua. Uma estante fica disponível no local para que qualquer pessoa possa emprestar ou pegar emprestados livros diversos.

    SERVIÇO

    Roda do Sambastião
    Onde: Praça Luís de Camões, Glória
    Quando: "No melhor sábado do mês"
    Preço: Gratuito

    * Publicado na ediçao de 24/7/2014 do jornal Brasil de Fato - RJ (http://issuu.com/brasildefatorj/docs/web_60?e=0)
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  2. INTERVENÇÃO URBANA Roda de samba comemora dois anos de resistência cultural no coração do Rio

    A expressão "Resistência Cultural" está presente na arte gráfica criada para simbolizar a roda de samba que acontece todo o segundo sábado do mês no Castelo, Centro do Rio. A ocupação cultural do Samba do Castelo está comemorando dois anos em 2014, com a intenção de proporcionar acesso gratuito a arte e a música.

    Mais do que uma roda de samba, o evento tem ares de intervenção numa das regiões mais significativas para a história urbanística do Rio de Janeiro. Ali ficava localizado o morro do Castelo, removido no início do século passado para dar lugar aos largos, avenidas e edifícios que agora formam o Centro.

    Enquanto rola o samba, são projetadas na parede de um dos edifícios da Avenida Churchil imagens que representam parte da história e da identidade carioca. A lateral do prédio vira um telão onde os filmetes ajudam a compor o cenário dessa reinvenção do espaço público.

    "As imagens conversam com o que está se passando na roda de samba naquele momento. Se estão tocando sambas de compositores da Mangueira, aparecem imagens do morro, da escola de samba. Quando tocam João Nogueira, a imagem do músico também é projetada", exemplifica Rodrigo Furtado, o publicitário que edita os vídeos e acumula também as funções de produtor do evento e DJ nos intervalos.

    A Fotografia também está presente. Ierê Ferreira, fotógrafo que há anos captura imagens da cultura afro-brasileira, expõe e vende suas fotografias no local.

    O Samba do Castelo é divulgado pelas redes sociais e conta com a parceria do bar São Quim, que abriu espaço para a roda. São servidos petiscos e bebidas e o aluguel de mesa com quatro cadeiras, apenas para quem quiser, é de R$ 15.



    Fotos: Divulgação/Paula Chaves

    Passeio pelo samba

    Para Makley Matos, percussionista e vocalista que comanda a roda, tocar no Centro Histórico do Rio é significativo. "Tocamos neste lugar onde, no passado, haviam cortiços, morros. Foi com certeza um celeiro de bambas", afirma.

    O repertório da roda passeia por diversas vertentes do samba tradicional. Canções de Cartola, Paulo Cesar Pinheiro, Wilson Moreira dividem espaço com sambas de Martinho da Vila, Moacyr Luz, Elton Medeiros, Hermínio Bello de Carvalho, entre outros.

    As canjas são corriqueiras e há espaço para a mistura de samba com estilos como o hip hop, por exemplo.

    Acompanham a roda os músicos Jorge Alexandre, Fabrício Reis, Marcos Antonio Alcides, Rafael Rodrigues, além de músicos convidados.


    Do Jazz ao Forró, eventos culturais movimentam o Castelo


    OPÇÕES Jazz acontece todo terceiro sábado do mês e Forró será o próximo estilo musical explorado

    Em sua 9ª edição agendada para dia 21/6, o Jazz do Castelo já está se consolidando como mais um espaço de difusão cultural no Centro do Rio. Rodrigo Furtado organiza o movimento que está levando o público a conhecer o estilo musical que, originário dos Estados Unidos, ganha contornos brasileiros nas mãos do Trio Guga Pellicciotti.

    O grupo, formado pelo baterista Guga Pellicciotti, o tecladista João Braga, e o baixista Rômulo Duarte, recebe a cada mês outros músicos que integram o nipe de metais, voz e outros instrumentos.

    "Buscamos oferecer ao público uma deliciosa experiência musical temperados de Standards do Jazz e da música brasileira passando por sessões muito criativas marcadas pela espontaneidade e vigor", afirmam os músicos.

    A intenção dos organizadores é realizar outros eventos. O Forró do Castelo, já teve sua primeira edição, mas ainda está em fase experimental. Já aconteceram também eventos de hip hop e mpb.

    Serviço

    Samba e Jazz do Castelo
    Quando: Samba - todo o segundo sábado do mês
    Jazz - terceiro sábado do mês
    Onde: Avenida Churchill, Castelo, Centro
    Preço: gratuito

    *Publicado na edição 54 do Jornal Brasil de Fato, de 12 de junho.

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