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  1. Em 2013...

    31 de dezembro de 2012

    Seja feliz

    (Arnaldo Antunes / Dadi / Marisa Monte)

    Seja feliz
    Com seu país
    Seja feliz
    Sem raiz
    Seja feliz
    Com seu irmão
    Seja feliz
    Sem razão
    Tão longa a estrada
    Tão longa a sina
    Tão curta a vida
    Tão largo o céu
    Tão largo o mar
    Tão curta a vida
    Curta a vida
    Seja legal
    Com seu amor
    Seja legal
    Sem pudor
    Seja gentil
    Com sua figura
    Seja gentil
    Sem frescura
    Tão longa a estrada
    Tão longa a sina
    Tão curta a vida
    Tão largo o céu
    Tão largo o mar
    Tão curta a vida
    Curta a vida

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  2. 10 dicas de viagem para o mochileiro

    28 de dezembro de 2012

    Veja as dicas de viagem que preparei para as nossas férias no blog Oi Preguiça.

    http://oipreguica.com/10-dicas-de-viagem-para-o-mochileiro/
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  3. Desde que me entendo por gente, o mundo vai acabar. De onde vem esta curiosidade do ser humano por querer saber, prever e antever o tão aguardado fim do mundo? Provavelmente de resquícios de superstição que ainda cismam em perpetuar, mesmo quando tudo parece tão fácil de explicar cientificamente. 

    Dava até pra entender lá atrás, quando a humanidade se resumia a comunidades tribais e não entendia muito bem os fenômenos naturais. Ou depois que se reuniu em feudos, depois burgos, depois cidades, quando era ameaçada por doenças desconhecidas, pestes que se alastravam sem qualquer lógica compreensível.

    Hoje em dia, porém, acredito ser algo residual que acaba virando motivo pra alguma piada ou reportagem na sessão de “comportamento” do jornal. Mesmo assim (não) teve o 'Bug do Milênio', a previsão de Nostradamus, e outras mais...

    Sempre assisti a filmes com esta temática e confesso que, vez ou outra, vem um pesadelo com imagens cinematográficas que afloram direto do meu subconsciente para perturbar meu sono. Explosões, guerras nucleares, maremotos, terremotos, extraterrestres com armas superpotentes capazes de detonar a frágil crosta terrestre, doenças desconhecidas com poder de se alastrar em tempo recorde, ou o próprio anticristo em pessoa subindo das profundezas pra destruir tudo numa batalha celestial. A imaginação dos cineastas é infinita, verdade.

    E como a imprevisibilidade é uma certeza científica tão grande quanto a ordem natural dos fenômenos, sempre existirá uma possibilidade, ainda que remota e sem conexão com alguma previsão espetacular. Os pesquisadores especialistas estimam em anos o prazo de validade do universo. Algo em torno de 5 bilhões, provavelmente por conta de alguma tempestade solar devastadora (não me perguntem se esta seria capaz de acabar com o universo todo, também fiquei intrigado e duvidando quando li esta informação!).

    A possibilidade de a vida humana se tornar insustentável, pra usar o termo da moda, também já é alarmada aos quatro cantos do planeta por cientistas que acompanham as mudanças climáticas. Seria uma destruição de longo prazo, mas que necessitaria de transformações atuais dos meios de vida e de produção. Parece existir um ponto crítico, em que a derrocada do planeta seria irreversível. Não apenas por ameaças naturais, mas ao mesmo tempo por conta de um colapso nas relações entre as nações, o que poderia detonar alguma guerra de proporções globais.

    Se é pra escolher, eu fico com esta segunda hipótese. Até porque, é muito egocêntrico por parte do ser humano imaginar que uma civilização antiga (neste caso atual, os Maias) pudesse ter previsto o fim, se estamos em um universo infinito e mal conhecemos direito o nosso próprio sistema solar. Nós, humanidade que somos, estamos precisando repensar nossas atitudes em relação ao planeta e em relação uns aos outros. Por mais simples e piegas que está afirmação possa parecer. Como já disse por aqui este ano, respaldado por especialistas que deram até algumas dicas práticas (e por isso não vou ficar me estendendo), estamos precisando repensar as formas de relações humanas e com o planeta. 

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  4. Como bem escreveu Daniel Brazil em artigo publicado na eletrônica Revista Música Brasileira, dá pra encher um pen drive com gente talentosa entre os novos músicos da nossa MPB. Dá pra encher outro com músicos e bandas sem muito a acrescentar, mas sobre esses não vale a pena escrever uma linha sequer, apesar de ter perdido algum tempo ouvindo neste ano de 2012. É que falam tanto da “nova cena” e colocam todos em um patamar “indie” de “música boa” que acabo ficando curioso. Concordo com o senso comum que diz “música é gosto”, e por isso, pro meu gosto tem muita coisa sem relevância que veio pra passar, não pra ficar.

    É por isso também que nunca deixo de lado as obras musicais antigas, aquelas que já ficaram, deixaram sua marca inconfundível na música brasileira e influenciaram gerações. Gente muito boa que, por não ter sido eu contemporâneo de seu surgimento no cenário musical, acabei perdendo, e por isso “corro atrás” por gostar de música. Dos que vieram pra ficar ou já ficaram (na minha opinião de ouvinte atento), fiz uma lista com aqueles que descobri em 2012, em trabalhos novos ou antigos, mas que embalaram meus ouvidos ao longo do ano.

    Tulipa Ruiz – “Tudo tanto” é o nome do segundo álbum dessa promissora cantora (e desenhista) que emprega em sua voz e interpretação um tom lírico, mas ao mesmo tempo contemporâneo. Foi primeiramente lendo notícias sobre este, de 2012, que cheguei ao álbum de estreia da artista “Efêmera”, de 2010, que trás tesouros como a faixa título, ou a viciante e pop “Às vezes”. O disco novo, mais experimental que o primeiro, também “É” “Ok” (pra citar duas de suas melhores faixas), apesar de menos palatável.

    Thaís Gulin – Das muitas cantoras que aparecem todos os anos, nem todas coloco num patamar que considero “bom”. Entre as que valem a pena ouvir de perto, está Thaís Gulin, que alguns preconceituosos estão achincalhando pelo simples fato de ser “a namorada de Chico Buarque”. Seu som que mistura várias sonoridades e estilos musicais é original. Ela mereceu o título de “musa” do mestre Chico, não apenas pelos seus dotes físicos, mas sobretudo pelo talento evidente. O álbum de estréia “ôÔÔôÔÔôô” é boa MPB do início ao fim.

    Chico Buarque  Entre os vários artistas citados nesta lista, muitos deles são declaradamente influenciados por este poeta, escritor, cantor, compositor e “peladeiro”. Apesar de conhecer muitas de suas músicas (quem não conhece pelo menos uma), nunca tinha me dedicado tanto em ouvir sua obra. Redescobrir Chico Buarque foi prazeroso. A começar pelos seus sambas, os quais compõe com maestria, passando por álbuns mais recentes como “Chico” e “Carioca”, entre outros, fiquei impressionado em ouvi-lo dividindo o microfone com Caetano Veloso, no álbum “Juntos e Ao Vivo” de 1972.

    A Tribute to Caetano Veloso – Por falar no tropicalista, um dos melhores álbuns de 2012 foi a coletânea da Universal Music em comemoração aos seus 70 anos de idade completados este ano. Artistas brasileiros e de outros países como Marcelo Camelo, Jorge Drexler, Miguel Poveda, Seu Jorge e Beck, se uniram para cantar alguns clássicos e vários “lados B” de Caetano. É um disco pra redescobrir parte da vasta obra do cantor em interpretações e arranjos bem diferentes dos originais. Destaque para “London, London”, a música do exílio, com os Mutantes, “You Don’t Know Me”, com o grupo britânico The Magic Numbers, e a contagiante versão de Céu para “Eclipse Oculto”.

    Emerson Leal – Não parou de tocar no meu som nesses últimos meses do ano o álbum desse cantor de Salvador. “Emerson Leal é o nome dele”, disse Chico Buarque há um ano atrás sobre o cantor, prenunciando o lançamento de um álbum de estreia cheio de pérolas musicais. Repito “(o que é que te deu) De repente” algumas vezes quando ouço o disco, que traz composições em parceria com Tom Zé (“Círculo”) e Luiz Tatit (“Das dores e das flores” e “Coisa Perene”).

    Paulinho da Viola – Foi no primeiro dia do ano de 2012 que copiei pro meu pen drive parte da obra desse grande nome do samba brasileiro. Um amigo me passou, e passei o ano entre “Coração Leviano”, “Para ver as meninas”, “Onde a dor não tem razão”, “Coração da gente”,... Não é atoa que o compositor de “Foi um rio que passou em minha vida” é um dos preferidos dos novos cantores de samba Brasil afora.

    Céu – Confesso que não conseguia ouvir um CD inteiro de Céu (há músicas muito experimentais pro meu gosto). Mas é dela a voz que sempre considerei a mais original entre as cantoras da nova safra da MPB – não encontrei ninguém que soasse parecido. Pra ouví-la sempre pegava as mais sonoras de cada um dos discos da cantora e misturava em uma pasta do pendrive, pra ouvir no carro. Sempre estiveram lá “10 contados”, “Malemolência”, “Vira-Lata”, “Bubuia”, “Samba na Sola”, entre outras. Com o CD novo, "Caravana Sereia Bloom", a coisa mudou. A moça encontrou o tom e fez, sem dúvida, o seu melhor trabalho até aqui. Destaque para todas as canções!

    O Baile do Simonal – Contagiante do início ao fim, o álbum de 2011 realizado por Max de Castro e Simoninha, filhos de Wilson Simonal, foi sem dúvidas o mais tocado este ano no meu "radinho". Os arranjos dançantes que abusam dos naipes de metal dão o tom à merecida homenagem ao controverso artista. Se revezam no palco, além dos filhos do cantor, Seu Jorge, Péricles e Thiaguinho, Maria Rita, Frejat, Diogo Nogueira, Martinália, Caetano Veloso, Fernanda Abreu, Lulu Santos e Marcelo D2, entre outros. “Champignon com caviar” à moda brasileira!

    Mallu Magalhães – Há um ano atrás não cogitaria colocar Mallu Magalhães em nenhuma lista de melhores músicas  que eu fizesse. Mas aí veio o álbum Pitanga, lançado no final de 2011, uma mostra do amadurecimento da cantora. Costumava dizer que a música de Mallu era “chatinha”. A influência do marido, Marcelo Camelo, que produziu o álbum, deve ter sido decisiva para este salto de qualidade na música da cantora. Ficou mais brasileiro, mais melódico, com influências de samba, bossa, porém não descaracterizou as referências de Mallu Magalhães, do folk e do country americanos.

    Maglore – Também de Salvador vem o exemplar ‘rock’ da minha lista. Conheci só agora o álbum “Veroz” lançado em 2011 pela banda de pegada BritRock e referências de MPB. Chegou aos meus ouvidos pelo poderoso “boca-boca” da internet e ficou entre as minhas preferências. Destaque para as canções “À vezes um clichê”, “Despedida”, “Enquanto sós” e “Pai mundo” (esta, uma mistura de rock e samba-marchinha ao bom estilo Los Hermanos).
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  5. Quatro jornais brasileiros se inspiraram nos traços de Oscar Niemeyer para marcar a homenagem que fizeram no dia seguinte ao de sua morte. Todas tiveram em comum a arte inspirada na "folha de papel branca" com as curvas e linhas retas marcantes do arquiteto.

    Niemeyer Correio Braziliense


    Niemeyer Estado de Minas


    Niemeyer Extra


    Niemeyer O Dia

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