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  1.  Uma Jornada

    Uma brincadeira

    Um horizonte

    Uma música

    Um beijo

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  2. "Na galha do Cajueiro"

    25 de maio de 2012

    Começo hoje a postar o álbum de Natal (Rio Grande do Norte), com fotografias tiradas durante a viagem que fiz no final do mês de abril. Como vocês vão notar, utilizei alguns filtros e bordas no estilo Istagram, mas a partir de um outro aplicativo online e gratuito: o pixlr, considerado o melhor neste quesito. Foi na verdade uma experiência que fiz de, pela primeira vez, aplicar filtros "hipster" nas fotos. Estas são do maior Cajueiro do mundo, localizado no município de Pirangi (grande Natal). 

    Explicação da Wikipédia: "A árvore cobre uma área de aproximadamente 8500 m², com um perímetro de aproximadamente 500 m e produz cerca de 70 a 80 mil cajus na safra, o equivalente a 2,5 toneladas. E seu tamanho é o equivalente a 70 cajueiros. O cajueiro teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro."



    "O crescimento da árvore é explicado pela conjunção de duas anomalias genéticas. Primeiro, em vez de crescer para cima, osgalhos da árvore crescem para os lados; com o tempo, por causa do próprio peso, os galhos tendem a se curvar para baixo, até alcançar o solo. Observa-se, então, a segunda anomalia: ao tocar o solo, os galhos começam a criar raízes, e daí passam a crescer novamente, como se fossem troncos de uma outra árvore. A repetição desse processo causa a impressão de que existem vários cajueiros, mas na realidade trata-se de dois cajueiros. O maior, que sofre da mencionada anomalia, cobre aproximadamente 95% da área do parque; existe também um outro cajueiro, plantado alguns poucos anos antes, que não sofre da anomalia." (Wikipédia)




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  3. É assim que guias turísticos, recepcionistas da pousada e alguns vendedores saudavam os turistas na viagem que fiz pra Natal há duas semanas. E não poderia haver saudação diferente. Um dos povos mais hospitaleiros que já conheci e, com certeza, muito preparados para lidar com o visitante.


     Além disso, posso dizer sem parecer piegas ou exagerado que a capital do Rio Grande do Norte é uma das cidades que faz de fato com que o Brasil mereça a fama de “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”.
    Os roteiros turísticos com aquilo que você não pode deixar de ver, te levam a uma experiência singular. Compartilho com vocês o meu roteiro.

    Dia 1 – Pra ficar “bestificado com a cidade”
    Depois de horas nos aeroportos, entre escalas e conexões, nada melhor do que uma caminhada à tarde pela praia de Ponta Negra. Dali você avista o famoso Morro do Careca, uma duna que há oito anos é considerada área de preservação ambiental e coerentemente está fechada a visitação. E à noite, comer qualquer receita com camarão nos restaurantes da orla de Ponta Negra.

    Dia 2 – Segura o jegue! Com emoção!
    É praticamente obrigatório ao visitar a capital riograndenortense, o passeio de bugre pelas dunas e praias do litoral norte (Genipabu). Dei a sorte de estar com “o melhor ‘bugueiro’ de Natal”, Totonho, que há 18 anos faz passeios na região. Contando histórias curiosas e engraçadas sobre a cidade com gírias como as que dão título a esse trecho, o ‘bugueiro’ torna o dia ainda mais agradável. É neste passeio que os mais aventureiros podem descer, “com emoção”, na prancha de madeira do ‘esquibunda’ e na tirolesa do ‘aerobunda’.
    Obs: Já no primeiro passeio a gente descobre que guias e bugueiros formam uma rede de colaboração com pontos comerciais como restaurantes, feiras de artesanato, aquários e vendedores ambulantes, para onde eles levam os turistas e são recompensados por isso. Pra se ter uma ideia fui parar em um restaurante de frente pro mar (não tão caro e muito bom por sinal) onde os ‘bugueiros’ já levaram até Antônio Banderas.

    Dia 3 – O sotaque e o jeito de falar do nordestino transformam qualquer piada boba em motivo para umas boas risadas.
    No pouco contato que tive com o povo de lá essa é uma constatação que fiz. Qualquer nordestino é um comediante em potencial. Afora as boas conversas com os nativos natalenses, fiz o passeio para a praia de Maracajaú, onde fui levado de barco sete quilômetros mar adentro para um mergulho em meio a corais. A sensação é de estar imerso em um grande aquário. No fim do dia a boa pedida foi comer carne-de-sol, com feijão verde, macaxeira, farofa e nata (em minha opinião o prato nordestino mais delicioso que já comi) e provar sucos e caipirinhas de frutas típicas como mangaba, cajá e etc.

    Dia 4 – Aprendendo a tarrar o carangueijo
    Neste dia, mais uma dica para o mochileiro: vale a pena alugar carro e fazer alguns dos itinerários por conta própria. Além de ficarem bem mais caros, os tours com guia são agendados muito cedo e nada mais agradável depois de dias acordando cedo do que poder acordar a hora que você bem quiser. Os caminhos não são difíceis e as estradas bem conservadas. Fui de carro pra praia da Pipa, a 80 quilômetros de Natal, onde além do maravilhoso visual, tomei uma decisão importante: nunca mais comer caranguejo na minha vida!
    Lá fui eu querer experimentar. Não sabia o que fazer com aquela bandeja de caranguejos na minha frente. O garçom dizia: “Tem que tarrar!”. “Hein???”. Até descobrir que a palavra significava quebrar o casco do bicho apertando com as mãos ou com um martelinho foi-se um bom tempo. No fim das contas, demora tanto pra tarrar e comer que você acaba ficando com mais fome do que antes!

    Dia 5 – O mais belo pôr do sol
    No nordeste tudo é perto. De um estado para o outro você vai em 2 ou 3 horas de viagem. Por isso, decidi ir pra João Pessoa, a capital da Paraíba. Vale a pena: conhecer o centro histórico (acompanhado por um guia), tomar sorvete de caipirinha, comprar os divertidos livretos de literatura de cordel, conhecer as praias e terminar o dia vendo o pôr do sol no rio Paraíba, praia do Jacaré, município de Cabedelo (na grande João Pessoa). O espetáculo da natureza  é embalado pelo Bolero de Ravel, tocado ao vivo de um barquinho no meio das águas por Jurandy do Sax. Emocionante! À noite, dançar na casa de forró Rastapé, “afinal de contas estamos em Natal”.

    De volta pra casa, trouxe na bagagem muita castanha de caju e, com certeza, uma vontade imensa de voltar pra lá qualquer dia. Se alguém quiser contatos de pousada, guias, aluguéis de carro e restaurantes pode entrar em contato pelo e-mail do blog.

    publicado também no blog: oipreguica.com
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