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  1. "Brain Maps"

    22 de novembro de 2011













    Do artista Brian Drucker que vi no ótimo filme It's kind of a funny history.



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  2. Sobre o showmício pelos royalties

    11 de novembro de 2011

    Texto lido por manifestantes do movimento OcupaRio*, ontem na Cinelandia, durante a esquisita manifestação pela não distribuição dos royalties, que teve Furacão 2000, Mc Naldo, Sorriso Maroto e Lulu Santos.

    Sérgio Cabral

    Nós do povo!
    Cansamos de ouvir!
    E queremos falar!

    Injustiça é:
    640 para guarda municipal
    760 para professor
    960 para bombeiro
    17000 para o governador

    Injustiça é milícia!
    Corrupção na polícia!
    Injustiça é o Rio desigual!
    Onde gente morre em fila de hospital!

    Injustiça não é só no petróleo!
    Injustiça está debaixo dos nossos olhos!

    Sérgio Cabral!
    Nós do povo!
    Cansamos de ouvir!
    E queremos falar!

    Ocupar a praça!
    Ocupar o Rio!
    Ocupar o mundo!

    *Saiba mais sobre o OcupaRio.
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  3. A Sociedade do Espetáculo, o álbum

    8 de novembro de 2011

    O espetacular novo álbum d’O Teatro Mágico foi lançado recentemente. O título do álbum é uma citação à famosa obra do filósofo Guy Debord, publicado pela primeira vez em 1967. Debord é marxista e ‘A Sociedade do Espetáculo’, o livro, é uma crítica à sociedade contemporânea, principalmente à comunicação de massa que dita os acontecimentos e transforma cultura em produto de consumo. Para ele, os fatos só passam a existir na ‘sociedade do espetáculo’ se forem veiculados na mídia. Aquilo, ou aqueles, que não estão na mídia não ‘existiriam’.

    O release de lançamento do novo CD da troupe fala que a linha filosófica do álbum é a obra de Guy Debord. Seria pretensão? Por um lado, se formos parar pra pensar a internet, usada pelo Teatro Mágico para divulgar sua obra é outro dos meios de comunicação de massa. Ora, se fosse pra criticar a mídia massificada, porque usá-la como meio de propagação?

    Por outro lado, porém, há quem defenda (este blogueiro, por exemplo) que a internet é um veículo de comunicação diferenciado, que permite ao usuário criar suas próprias formas de receber e descartar as informações. Neste caso quem acessa tem certa liberdade na escolha das fontes de informações e nos conteúdos e não fica a mercê daquilo que é ditado por um grupo de proprietários dos meios de comunicação.

    Principalmente em duas canções de ‘A Sociedade do Espetáculo’, o álbum, vemos a ideologia da espetacularização sendo criticada: “Amanha... Será?” que traz o verso, digamos profético “o post é voz que vos libertará”, tem um ótimo clipe só com imagens da TV Al Jazeera sobre as guerras árabes, intencionalmente utilizadas com o objetivo de mostrar “outra visão” dos acontecimentos naquela parte do mundo.

    Os conflitos mais recentes foram marcantes por mostrarem o poder das redes sociais para a mobilização. E de fato a visão ocidental sobre a situação naquela área está limitada à linha editorial dos informes das grandes agências de notícias americanas e européias.

    A outra canção, também com tom crítico à ‘sociedade do sensacional’, se chama “Esse mundo não vale o mundo” e traz versos como: “A impostura cega, me surda e muda”, “agonizo um povo estatisticamente” e “Somos massas e amostras”.

    No restante do álbum, porém, nada lembra a obra de Debord. Algumas músicas levantam questões sociais importantes como a disputa pelas terras consideradas improdutivas, a necessidade de repartir ou a autonomia feminina. Outras falam de amor, simplesmente. Outras ainda versam, com certa profundidade, sobre questões existencialistas. Duas são novas versões de antigos sucessos da própria banda que não haviam entrado em nenhum CD: um chamego para os fãs.

    Deixo vocês com alguns links interessantes relacionados à esta minha “crítica-comentário”.

    - A versão e-book do livro A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord: http://www.arq.ufsc.br/esteticadaarquitetura/debord_sociedade_do_espetaculo.pdf

    - Uma ótima matéria do portal IG falando sobre as canções faixa a faixa: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/faixa+a+faixa+exclusivo+do+novo+album+do+teatro+magico/n1597084637920.html

    - O álbum pra baixar disponibilizado pela própria banda gratuitamente na internet: http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/
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  4. Transição

    4 de novembro de 2011

    Mais incômodo do que passar por uma fase de transição em nossas vidas é nos dar conta de que estamos passando por uma fase de transição. Aquela sensação de que nos falta o chão embaixo dos pés e aquela outra de que existe um buraco no peito, inquietam.

    Na verdade, na verdade, o processo já estava acontecendo fazia tempo, mas como estávamos no meio dele, tomados por ele, ocupados com todas as demandas com as quais este bendito processo nos confronta, não percebíamos.

    E quando cai a ficha parece que fomos atropelados por uma enxurrada daquelas que derrubam o barraco construído na frágil encosta que somos. Ou então, que estamos dentro de uma panela de pressão, a todo vapor, prestes a ebolir.

    Se essas metáforas pudessem traduzir o que sentimos talvez nos sentíssemos mais serenos diante da tempestade; mais ‘sereno’ e menos ‘tempestade’. Pensamos, tentamos achar palavras* pros nossos sentimentos. Mas tudo é pouco, e nada diz realmente aquilo que passamos.

    Estamos sempre mudando, é verdade. Mas vez ou outra essa transição é dolorosa. Pegando carona no texto de uma colega blogueira, crescer dói. E sempre que nos deparamos com a necessidade natural e obrigatória de crescer, sentimos como se fosse uma violenta imposição do universo.

    A frase de Nietzsche serve apenas pra explicar nossa condição. Seria mesmo o homem uma eterna transição?

    “A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda”.

    E que vontade de resistir e não ir adiante. Frear o processo de queda vertiginosa. Como se pudéssemos escolher...










    *Ouvindo Móveis Coloniais de Acaju - música: 'Sem palavras'

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