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  1. Contra-capa*

    30 de agosto de 2007

    Foi ele, esse iluminado de olhos cintilantes e cabelos desgrenhados, que um dia saltou dentro de mim e gritou basta! Num momento em que meu ser civilizado, bem penteado, bem vestido e ponderado dizia sim a uma injustiça. Foi ele quem amou a mulher e a colocou num pedestal e lhe ofertou uma flor. Foi ele quem sofreu quando jovem a emoção de um desencanto, e chorou quando menino a perda de um brinquedo, debatendo-se na camisa-de-força com que tolhiam o seu protesto. Este ser engasgado, contido, subjugado pela ordem iníqua dos racionais é o verdadeiro fulcro da minha verdadeira natureza, o cerne da minha condição de homem, herói e pobre-diabo, pária, negro, judeu, índio, santo, poeta, mendigo e débil mental. Viramundo! Que um dia há de rebelar-se dentro de mim, enfim liberto, poderoso na sua fragilidade, terrível na pureza de sua loucura.


    (*) contra-capa do livro O Grande Mentecapto de Fernando Sabino
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  2. Por-do-sol

    28 de agosto de 2007

    Por-do-sol na BR-040: uma das estradas dessa minha vida viajante.
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  3. Lugar. Comum

    23 de agosto de 2007

    A hora de partir chegou. E com ela o vazio, a saudade. Partir um sonho pra que outro tome lugar. Partir a comodidade de estar onde estava. Chegou a certeza de que valeu a pena. Chegou toda a dúvida e medo. Mas, o tempo não espera. Para usar este lugar comum; e quantos mais usar para falar que é preciso?

    Necessário ir, porque ficar parado era bom, contudo melhor é caminhar. Pra onde? São tantos os caminhos, então: caminhar. Tanto andar. Um longo caminho até aqui, já não ser mais quem era antes*. Enfim, alçar vôos mais altos. Pra usar outro clichê; e quantos mais usar?

    O que seria da vida sem os clichês, os lugares comuns? A segurança. É na maior parte do tempo o chavão da vida. Até que tudo muda. É necessário sair do lugar. Comum é movimentar. Retornar? Talvez. Nenhum caminho é sem volta. Mais um, e quantos mais?

    Para falar que a hora chegou. Chegou mais uma vez. E quantas horas mais vão chegar?

    *Trecho adaptado da música Longo Caminho (Herbert Vianna)
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  4. Toca no MP3

    11 de agosto de 2007

    Play. O mp3 começa a tocar me fazendo lembrar que o amor é só um jogo e questionar: Honestamente eu fui um erro que você cometeu? É isso que você quis dizer? Toca bem alto Love’s a game, da banda indie The Magical Number.

    Mas a próxima da lista é James Morrison que me faz revelar: Para cada parte de mim que te quer, outra parte recua. E nesse vai e vem você me faz sentir algo que me dá medo. Pode não ser nada, mas estou disposto a dar uma oportunidade. Por que vida é fazer todo sonho brilhar, com a versão de Paula Toller e Yamandú Costa para a música de João Bosco: Dormir no teu colo é tornar a nascer.

    Com Cris Braun, vim correndo vim te ver, pra dizer, bom dia. Me diga, porque meu sonho não pode se tornar realidade (é o rei Elvis Presley, que também toca por aqui). Acho que vocês estão perguntado, o que pode me fazer sentir desse jeito. Respondo: My Girl.

    Mas a pergunta insiste: Me diga, porque meu sonho não pode se tornar realidade? E emendo com Eric Clapton: Se eu pudesse ser um rei, mesmo que por um dia, te tornaria minha rainha. Se eu pudesse mudar o mundo, eu seria a luz do sol no seu universo, e você pensaria que meu amor é realmente algo bom. Mas eu continuo esperando, esperando,..., esperando o mundo mudar: completa John Mayer na próxima faixa.

    Caio na real com Kara’s Flowers: Eu desejava que as coisas pudessem ser daquele jeito todo dia, mas sei que nunca poderia viver sempre daquela maneira. Era apenas um simples caso de amor. E por isso desabafo com Dado Villa-Lobos:
    Não sabe se quer, não sabe se é bom ou ruim, não sabe sequer, o que você planta no seu jardim. Qualquer vagabundo ou condenado é mais descente que você!

    Ah, quer saber?! Mesmo assim: bealtifull girl, stay with me (INXS). Eu não tenho remédio mais do que te amar: é Juanes na seqüência. E quer saber mais?! Quer saber quando te olhei na piscina se apoiando com as mãos na borda... São os “nossos preferidos” Nando Reis e Cássia Eller me fazendo cantar:
    de que me adianta tanta mobília se você não está comigo?

    E assim eu me divirto com meu mp3, sempre tocando a minha vida. Tá na hora de dormir. Stop.

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    Atualmente tocam no meu mp3:

    - The Magical Number (Love’s a game)
    - James Morrison (You give me something)
    - Paula Toller e Yamandú Costa (Papel Marchê)
    - Elvis Presley (If I can dream)
    - The Temptations (My Girl)
    - Eric Clapton (Change the world)
    - Jonh Mayer (Waiting on the world to change)
    - Kara’s Flowes (Simple kind of lovely)
    - Dado Villa-Lobos (Jardim de Cactos)
    - INXS (Bealtiful girl)
    - Juanes (Fotografia)
    - Cássia Eller (No recreio), letra de Nando Reis: os “nossos preferidos” de muita gente.
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  5. Todos os dias, recebo um monte de e-mails desses que a pessoa reencaminha para todos os seus contados. Leio apenas alguns, mas apago todos. Esses dias, como raramente acontece, recebi um muito inteligente e engraçado que posto aqui:
    _____________________________________________
    Coisas que são DIFÍCEIS de dizer quando você está bêbado:
    - Indubitavelmente.
    - Preliminarmente.
    - Proliferação.
    - Inconstitucional.

    Coisas que são EXTREMAMENTE DIFÍCEIS de dizer quando você esta bêbado:
    - Especificidade.
    - Transubstanciado.
    - Verossimilhança.
    - Três tigres.

    Coisas que são TOTALMENTE IMPOSSÍVEIS de dizer quando você está bêbado:
    - Puta merda que menina feia!!!!
    - Chega, já bebi demais.
    - Sai fora, você não é o meu tipo...

    MANUAL PRÁTICO
    Como agir quando se bebeu demais e está com os seguintes sintomas:

    SINTOMA: Pés frios e úmidos.
    CAUSA: Você está segurando o copo pelo lado errado.
    SOLUÇÃO: Gire o copo até que a parte aberta esteja virada para cima.

    SINTOMA: Pés quentes e úmidos.
    CAUSA: Você fez xixi.
    SOLUÇÃO: Vá se secar no banheiro mais próximo.

    SINTOMA: A parede a sua frente está cheia de luzes.
    CAUSA: Você caiu de costas no chão.
    SOLUÇÃO: Coloque seu corpo a 90 graus do solo.

    SINTOMA: O chão está embaçado.
    CAUSA: Você está olhando para o chão através do fundo do seu copo vazio.
    SOLUÇÃO: Compre outra cerveja ou similar.

    SINTOMA: O chão está se movendo.
    CAUSA: Você está sendo carregado ou arrastado.
    SOLUÇÃO: Pergunte se estão te levando para outro bar.

    SINTOMA: O local ficou completamente escuro.
    CAUSA: O bar fechou.
    SOLUÇÃO: Pergunte ao garçom o endereço de sua casa.

    SINTOMA: O motorista do táxi é um elefante rosa.
    CAUSA: Você bebeu muitíssimo.
    SOLUÇÃO: Peça ao elefante que o leve para o hospital mais próximo.

    SINTOMA: Você está olhando um espelho que se move como água.
    CAUSA: Você está para vomitar em uma privada.
    SOLUÇÃO: Enfie o dedo na garganta

    SINTOMA: As pessoas falam produzindo um misterioso eco.
    CAUSA: Você está com a garrafa de cerveja na orelha.
    SOLUÇÃO: Deixe de ser palhaço.

    SINTOMA: A danceteria se move muito e a música é muito repetitiva.
    CAUSA: Você está em uma ambulância.
    SOLUÇÃO: Não se mova. Possível coma alcoólico.

    SINTOMA: A fortíssima luz da danceteria está cegando seus olhos.
    CAUSA: Você está na rua e já é dia.
    SOLUÇÃO: Tente encontrar o caminho de volta para casa.

    SINTOMA: Seu amigo não liga para o que você fala.
    CAUSA: Você está falando com uma caixa de correios.
    SOLUÇÃO: Procure seu amigo para que ele te leve para casa.

    SINTOMA: Nenhuma mulher quer te beijar na festa.
    CAUSA: Você chegou em quase todas e está fedendo a cigarro, cheirando mto abebida e parece um psicopata.
    SOLUÇÂO: Não beba tanto e pare de fumar.
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  6. Errata

    4 de agosto de 2007

    É pra fazer uma errata mais do que necessária. Há algum tempo atrás publiquei aqui um texto intitulado "Mude" que achava que fosse do Pedro Bial. Pois não é, o verdadeiro autor é Edson Marques. O fato é que o texto "Mude" foi uma das faixas do CD "Filtro solar" - aquele conhecido poema -, porém nem me dei conta de que o autor era outro. Edson Marques postou um comentário em um de meus textos, "Aquele dia", informando do mal-entendido. O mais legal é que se eu não tivesse cometido esse deslize, talvez ele nem tivesse lido outros de meus textos (rs). Aproveito para republicar o texto "Mude", com a correta autoria. Vale muito a pena reler.
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    MUDE
    Edson Marques

    Mude.
    Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
    Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
    Mais tarde, mude de mesa.
    Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
    Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
    Tome outros ônibus.
    Mude por uns tempos o estilo das roupas.
    Dê os teus sapatos velhos.
    Procure andar descalçoalguns dias.
    Tire uma tarde inteira pra passear livremente napraia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
    Veja o mundo de outras perspectivas.
    Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
    Durma do outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.
    Assista a outros programas de TV, compre outrosjornais... leia outros livros.
    Viva outros romances.
    Não faça do hábito um estilo de vida.
    Ame a novidade.
    Durma mais tarde.
    Durma mais cedo.
    Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
    Corrija a postura.
    Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
    Tente o novo todo dia,o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novojeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
    Tente.
    Busque novos amigos.
    Tente novos amores.
    Faça novas relações.
    Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outrapadaria.
    Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
    Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários.
    Use canetas de outras cores
    Vá passear em outros lugares.
    Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
    Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outraspoesias.
    Jogue fora os velhos relógios,quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.Abra conta em outro banco
    Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outrosteatros, visite novos museus.
    Mude.
    Lembre-se que a vida é uma só.
    E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, maisprazeroso, mais digno, mais humano.
    Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
    Seja criativo.
    E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
    Experimente coisas novas.
    Troque novamente.
    Mude, de novo.
    Experimente outra vez.
    Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas.
    Mas não é isso o que importa.
    O mais importante é a mudança, o movimento
    , o dinamismo, a energia.
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  7. Aquele dia

    3 de agosto de 2007

    Não caiu a lágrima. Aquela que estava sufocada desde aquele dia. Aquele em que você me deixou com algumas coisas pra dizer. Aquelas palavras que só podem ser ditas cara a cara, e não por telefone. Aquele telefonema que me fez, cobrando por tudo o que eu não fiz e fiz. Aqueles erros que não queria ter cometido, mas aconteceu, porque “é humano”. Não vieram aquelas desculpas. As que você me devia e eu também, mas, por orgulho, medo ou coisa assim, não rolaram.

    E fiquei com aquela lágrima presa. Aquele seco que tive que engolir, de não poder, nunca mais. Porque aquele espaço que ficou parece que não se preenche, não mais. Mesmo com aquela vontade. Aquela conversa boa que tivemos outro dia. Aquele dia que te encontrei sem querer e não consegui te encarar. Por causa d’aquele sentimento de ter tão perto, mas estar tão longe ao mesmo tempo, e não poder fazer nada pra mudar. Aquela mudança que me faria sorrir completo.
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  8. Mudanças à vista

    1 de agosto de 2007

    Vêm aí mudanças na ortografia da língua portuguesa

    Reforma unifica ortografia em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste

    Jornalistas & Cia

    O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em 12/10/ 90, em Lisboa, que prevê a unificação da ortografia na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, entrará em vigor em janeiro de 2008. Segundo especialistas, ele constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestigio internacional, já que é terceira língua ocidental mais falada, depois do inglês e do espanhol.

    Embora as modificações propostas pouco representem no todo da língua - calcula-se que mude apenas 1,6% do vocabulário de Portugal e menos ainda, 0,45%, no Brasil -, elas certamente demandarão tempo e até algum sofrimento para que as pessoas se acostumem com a nova grafia de diversas palavras. Precisaremos, por exemplo, deixar de acentuar as paroxítonas terminadas em “o” duplo, como “abençôo”, “enjôo” e “vôo”, pois elas passarão a ser grafadas “abençoo”, “enjoo” e “voo”.

    Da mesma forma, não mais usaremos o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de verbos como “crer”, “dar”, “ler” e “ver”, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”. Em Portugal, desaparecerão da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde eles não são pronunciados, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo” - a grafia será ação, ato, adoção e batismo, como no Brasil. Haverá mudanças também no uso do hífen, o alfabeto passará a ter 26 letras, com a incorporação de “k”, “w” e “y”, e o trema não fará mais ninguém tremer, já que desaparecerá completamente.

    Algumas diferenças lá e cá, porém, serão mantidas: Portugal continuará com o acento agudo no “e” e no “o” tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil seguirá usando o circunflexo nessas palavras: académico/ acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

    Fonte:
    http://www.jornalistasecia.com.br/noticias.htm
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