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  1. Entre agora(s)

    27 de junho de 2007

    Gabriel Araujo

    E agora que tudo acabou? E agora que não vejo saída? E agora que as portas estão fechadas, cerradas, lacradas? Que tudo que eu tinha saiu de mim? Todo o chão debaixo dos meus pés se retirou e só restou o vazio? E agora que não posso mais sonhar? Que os sonhos me foram arrancados quando estavam a centímetros das minhas mãos? A esperança se esvaiu com o fundo rachado da emoção?

    Por agora abrir as janelas. Por agora saber mais de mim e não saber de ninguém. Por agora extravasar as lágrimas que me obstruem a garganta. Por agora hora de gritar o grito que nunca foi ouvido. Ter coragem para enfrentar os fantasmas que me assombram. Me agarrar àquilo de bom em mim e comigo. Por agora sair dessa e enfrentar de cabeça erguida o desafio, o frio. O frio que entra pela janela aberta.

    De agora em diante tudo fica mais claro. E o sorriso já não é mais raro. E de agora em diante posso sentir de novo a brisa no meu rosto. A liberdade no meu gosto. E de agora espero, quero. Recupero o que estava perdido e encontro o novo que já estava escondido. Em diante a verdade. E a vontade de ser aquilo que puder. E como posso; tudo posso. De agora em diante, entre e fique a vontade. E mesmo se as marcas, sonhar, viver.
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  2. Esse cãozinho, Elwood, foi o vencedor do concurso do Cão mais feio do Mundo, realizado na Califórnia na semana passada. "Literalmente é o cão chupando manga" - comentário de uma colega de redação.
    Liberdade de expressão para caninos e felinos E a mais nova para os cães e seus maiores inimigos, os gatos, é que o governador do Rio, Sérgio Cabral sancionou a lei que proíbe operações para eliminar o latido dos cães e o miado dos gatos. Liberdade de expressão para os cães e gatos! O meu cachorro, um pequenês meio vira-lata, chamado Luck, não precisa mais se preocupar. Ele sempre reivindica um carinho, uma saidinha do canil ou um osso.
    Leia as notícias sobre o concurso e a lei.
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  3. Cupido e Psiquè

    24 de junho de 2007








    Uma das esculturas que retrata o mito Eros e Psiquê, esta obra em mármore foi feita nos anos de 1.700 pelo artista Antônio Canova, terminada por Adamo Tadolini em 1824. Atualmente é uma das obras expostas no museu do Louvre, em Paris. Fotografias tiradas por este blogueiro. A lenda é muito boa.







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  4. Lanchinho

    20 de junho de 2007

    Maldade! Depois do Cafeteira (senador Epitácio Cafeteira-PTB), o novo relator do caso do senador Renan Calheiros no Conselho de Ética é o Salgado (senador Wellington Salgado-PMDB). Salgado deverá seguir a receita de Cafeteira no escândalo. Ao que tudo indica, o lanchinho do Calheiros ficará pronto logo logo - e com sabor amargo para nós brasileiros. Como diz o colunista da Folha de São Paulo, José Simão, vivemos no "país da piada pronta". Nota: Horas depois dessa postagem o Salgado saiu do cardápio (continuo minha metáfora gastronômica). O senador abandonou a relatoria diante da mudança de opinião dos deputados do Conselho de Ética sobre o caso Renan. Será que dessa vez não vamos ter pizza?
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  5. Sinceridade negra

    19 de junho de 2007

    A sinceridade dos políticos é negra no “país da piada pronta”. As piadas de humor negro são aquelas que, apesar de engraçadas, dizem respeito a uma realidade nada engraçada. Como aquelas anedotas do leproso ou das crianças em países da áfrica. Pois o “país da piada pronta” fabrica não só piadas de humor negro, mas também declarações políticas de “sinceridade negra”. Nos últimos meses a verdade tem andado nua e crua na boca dos ditos nossos representantes. A última foi a da ministra-sexóloga Marta Suplicy que admitiu que a situação do caos dos aeroportos não teria jeito e que o melhor para os passageiros seria “relaxar e gozar”, disse ela, para logo em seguida tentar se desculpar. Mas pelas bandas de cá também existe muita declaração de “franqueza negra”. Semana passada na Câmara de Vereadores, em Volta Redonda, um dos parlamentares afirmou taxativo: “Não vamos pensar que existem santos nessa Casa. Enquanto olhamos o rabo dos outros, o nosso fica descoberto”. Rabo por rabo, não afirmo que todos os políticos seriam “demônios”, mas a sinceridade é negra. Na sucessão de escândalos pecuário-políticos e extra-conjugais em Brasília, mais um exemplar. O ex-deputado Roberto Jefferson - aquele do mensalão - fez uma confissão estarrecedora. Disse sobre o caso e o caso do senador Renan Calheiros com a jornalista (!) Mônica Veloso: “Pelo menos deveria ter feito vasectomia. Eu fiz”. Aliás, Bob Jefferson é pioneiro na sucessão de declarações de “sinceridade negra”. Na época do mensalão confessou ter usado R$ 4 milhões de caixa 2 em sua campanha. E quanta gente aplaudiu essa “sinceridade”, mas pelo menos dessa vez, dizer a “verdade” foi bom. O país não teve que aturar mais quatro anos do mister Bob Jeff e sua franqueza. Tem que rir pra não chorar... e acreditar porque é sincero.
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  6. CD original

    12 de junho de 2007

    Nos tempos em que a música virou artigo de luxo - preços estratosféricos nos CDs e shows - comprar um CD original é raridade. Este blogueiro só compra, quando acredita valer a pena. E na semana passada comprei. "It wont be soon before long", da banda americana Maroon 5, é um CD original. Original no som, nos arranjos que misturam blues e funk transformado num pop experimental. Não é um pop redondo, daqueles com refrões que grudam nos ouvidos e acabam enjoando. É um pop cheio de ritmo, grooves empolgantes. "It wont be soon..." é daqueles CDs que reservam o melhor para o final. As duas últimas músicas são a obra prima do disco. Daquelas que dá vontade de escutar e escutar várias vezes até aprender. "Back at your door" é uma balada blues carregada no piano do segundo homem da banda, Jesse Carmichael. A letra, do vocalista Adam Lavigne, fala de alguém que foi abandonado e ainda não aceitou. "Infatuation", última do disco (faixa bônus), é o exemplar de funk, só que com beats R&B modernos. A letra é sobre paixão (infatuation). Como todo disco, que tem seus altos e baixos, o novo do Maroon não deixa por menos. Começa forte, misturando soul, funk, R & B. "If I never see your face again", "Makes me wonder" (a música de trabalho", "Little of your time" (perfeita), "Wake up call" e a balada "Won't go home without you" entoam como se o CD não fosse acabar. Mas a enxurrada de baladas que vem depois, esfria o som do disco. Não são baladas ruins, muito pelo contrário. Só que, todas juntas em seqüência, desanimam. Parecem mais do mesmo, mas não são. Belas letras, que não falam apenas de amor, marcam presença nas faixas "Nothing lasts forever", "Good night, Good night", "Not falling apart" e "Better that we break". Ótimo CD, boa pedida para quem quer comprar original. Um pouco sobre a banda O rock alternativo misturado ao blues e funk do Marron 5 foi a revelação de 2004 nos Estados Unidos e conquistou também o Brasil. O CD de estréia do Maroon, "Songs about Jane" vendeu mais de três milhões lá fora e ganhou disco de ouro nas terras tupiniquins e teve algumas de suas faixas - "This love", "Sunday morning" e "She will be loved" - figurando entre as mais tocadas nas rádios daqui. A história da banda começou no meio da década passada. O Maroon 5 é oriundo do grupo Kara’s Flowers, que existiu entre 1995 e 1999. O Kara’s era formado pelos amigos de escola Adam Levine (vocal e guitarra), Jesse Carmichael (teclado), Mickey Madden (baixo) e Ryan Dusick (bateria). O grupo alcançou sucesso em Los Angeles tocando um pop rock com soul music e lançou o álbum “The Fourth World”. Mas a banda não emplacou no resto do país e, em 1999, resolveu parar. Adam e Jesse foram para Nova York, onde começaram a ouvir bastante hip hop e R&B. De volta a Los Angeles, eles reuniram os amigos novamente para uma segunda tentativa. Chamaram mais um guitarrista, James Valentine e formaram o Maroon 5, reformulando todo o som que tocavam anteriormente. Chamaram atenção da Octone Records quando se apresentavam na Califórnia. A gravadora fechou contrato e viabilizou o primeiro disco do grupo, “Songs About Jane”, que saiu em junho de 2002. Boa parte das canções é sobre a ex-namorada de Adam Levine, Jane. Logo após o lançamento, o grupo iniciou uma série de turnês pelos Estados Unidos, abrindo shows para Sheryl Crow, John Mayer, Nikka Costa, Counting Crows e Phantom Planet. Ao todo foram 200 apresentações. A música “Harder to Breathe”, que por acaso não fala sobre Jane, entrou nas paradas musicais e foi seguida por outro hit, “This Love”.
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  7. Dias assim

    9 de junho de 2007

    Gabriel Araujo

    Em dias assim
    Só te ver, te ter
    Só teus beijos, abraços, amassos
    Teus olhos, boca, perfume

    Só encontrar os amigos
    Rever os sumidos
    Conversar com os melhores
    Rir dos divertidos
    Em dias assim

    Em dias assim
    Só a coragem de mudar
    A vontade de fazer
    O ímpeto de ser
    A ousadia de ousar

    Matar a saudade
    Lembrança
    Novidade
    Em dias assim

    Dá vontade de fugir
    Se esconder
    Sumir

    Preciso, mas passa
    Em dias assim
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  8. Algumas frases

    6 de junho de 2007

    Sábado pela manhã. Depois de viajar metade da madrugada iniciei o curso de comunicação empresarial em Juiz de Fora. Logo na primeira aula me deparei com um professor singular. Além da “criatividade” durante a exposição sobre teoria da comunicação, Aluízio Trinta ainda soltava algumas frases de efeito que me provocavam o pensamento. Não sei se algumas delas são citações de outros autores, ou ditos populares, mas o fato é que passei o dia de sábado as anotando. Pra não passar batido e quem sabe provocar a reflexão de mais alguém, resolvi postar algumas delas aqui. A primeira foi a minha preferida: “Os cretinos não nos fazem companhia, mas estragam a nossa solidão.” “Millôr (Fernandes) é um filósofo humorista.” (Até então, pra mim, era ‘apenas’ um grande cronista) “As emoções existem para atrapalhar.” “Sejam inovadores, docemente bárbaros.” “Cada vez mais somos ignorantes especializados.” “Gosto não se discute, se lamenta.” “Quando encontrar um bom ombro amigo, apóie-se nele, por que geralmente acima dele existe um ótimo ouvido.” “Ouse ousar.”
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  9. 3 de junho de 2007

    Mais um de meus traços. Lara Croft (Tomb Raider) e Witchblade. Gibi especial com o encontro das duas heroínas.
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