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  1. Verde novo

    26 de abril de 2007

    Gabriel Araujo Dia nublado e chuvoso, apesar do sol. Paisagem feia. Verde opaco. Cores sem vida. Dor de cabeça. Olhos fechados. Olhar o chão. Escrever erado. Forçar. Ansiedade. Desconforto, incômodo. Olhar duas vezes pra ter certeza. Dirigir, só o indispensável. Nas ruas, rostos desconfigurados, mulheres feias, amigos irreconhecíveis. Olhar nos olhos: difícil. Chuvisco na televisão. Ler: apenas duas páginas, no máximo. Dormir cedo. - Perdi... - Cadê? - Quero! Exame de vista. Escolha. Dor no bolso. Ver de novo. Dia de sol. Lindas paisagens. Verde novo. Cores vivas. Alívio. Disposição. Olhos abertos, pra tudo ver. Ver de novo. Olhar pra frente. Relaxar. Descansar. Confortável e cômodo. Ter certeza. Dirigir a noite. Rostos reconhecíveis, amigos configurados... Mulheres lindas. Encarar. TV digital – padrão japonês! Ler um capítulo inteiro. Dormir tarde. Ver de novo.
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  2. A violência chegou a um cúmulo inacreditável! Um budista nervoso bate em um monge que diz que vai processar o budista. A pancadaria, deflagrada no jardim do "templo", teve direito (pasmem) até mesmo a pauladas e ponta-pés. Depois dessa, fica difícil se assustar com qualquer "situação violenta". A barbàrie chega até aqueles que deveriam ser os que buscam a paz e tentam ensinar outras pessoas a buscá-la. Mas claro, a paz não tem haver com ensinamentos de uma ou outra religião. A paz é fazer escolhas, é trajetória cultural e também decisão política, social, e individual... Leiam abaixo a notícia na íntegra. ______________________________ Budista bate em monge em sessão de meditação Um budista bateu em um monge durante uma sessão de meditação no Templo Busshinji, da Comunidade Budista Sotozenshu da América do Sul, na rua São Joaquim, Liberdade (região central). A briga aconteceu no último sábado, e o caso foi parar na delegacia do bairro. Durante o seu depoimento, o monge prometeu processar o budista. Ele não foi preso e a reportagem não conseguiu localizá-lo.O monge de 39 anos, que sofreu a agressão, contou à polícia que é voluntário no templo. Ele e o budista acusado ensinam no local técnicas de meditação. O monge contou aos policiais que recentemente advertiu o budista ao vê-lo sendo agressivo com os alunos. Segundo o seu depoimento, no último sábado, o budista e ele receberam iniciantes para mais uma sessão de meditação. Durante a sessão, o monge teria chamado o rapaz para uma conversa no jardim do templo. O monge, então, comunicou o monge superior sobre a advertência que havia dado ao budista e o informou de que conversaria com ele no jardim da comunidade. Segundo o monge, no local, o budista ficou exaltado e deu um chute no seu peito. Em seguida, o budista teria sacado um pedaço de madeira, semelhante a uma marreta, e batido com o objeto na cabeça do monge.Um dos princípios essenciais do budismo é o da não-violência. A religião considera que é preciso haver respeito por todas as formas de vida. O porteiro e dois freqüentadores do templo teriam presenciado as agressões. A reportagem foi ontem até o templo. Lá, monges afirmaram que a pessoa que teria visto a briga e que saberia dar explicações sobre o ocorrido só poderia ser encontrada hoje. Se condenado, o budista deverá receber como pena a prestação de serviços comunitários. Publicado em 14 de abril de 2007, no portal da Folha de São Paulo.
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  3. Nasci pra isso

    14 de abril de 2007

    Dia desses atrás descobri: nasci pra ser rico. Saí pra entrevistar um cantor de forró-brega - que agora é também deputado - em um hotel fazenda em Barra do Piraí. A entrevista foi o menos interessante. Que lugar maravilhoso. Que almoço. Que estrutura. A diária: apenas algo em torno de R$ 500. Ainda bem que não pagamos. Pois é, nasci pra ser rico. Enquanto esse dia não chega, continuo ralando fim de semana sim, fim de semana não, feriado sim, feriado não, pra pagar a minha pós. E deixo vocês com a imagem do meu futuro meio de transporte. A foto foi tirada pelo colega de trabalho, companheiro de viagens e amigo, o fotógrafo Felipe Vieira. ____________________________
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  4. O vencedor

    10 de abril de 2007

    Gabriel Araujo


    Diz-se daquele que alcança vantagem sobre alguém ou algo. Este é sem dúvida o significado mais comum empregado por todos. Diz-se daquele que alcançou vitória. Este talvez seja o significado mais ligado com o termo, o sentido mais objetivo. Diz-se daquele que percorre, ultrapassando. Esta é, com certeza, a expressão do termo menos empregada. Aquele que cursa pelas estradas da vida, ultrapassando as barreiras dos outros, as próprias barreiras, barreiras do preconceito, dos sentimentos, dos apegos, da mesquinhez, do orgulho. O sentido que com certeza, talvez seja, sem dúvida, o que faria o bem. Não tem como dar este título ao blog, sem antes expor estas definições, que bateram no meu pensamento e me fizeram pensar sobre o que eu quero. Pois bem, apresento este blog como me apresento: o vencedor, mas o vencedor do terceiro significado. Que caminha do lado oposto àqueles iludidos pela gana de alcançar a vitória, e por isso não notam a beleza do percurso, a nobreza de se caminhar em uma direção; de às vezes fazer curvas e até mudar de trajeto. O vencedor que não quer passar por cima de nada nem ninguém, que não é escravo da meta. Os fins não justificam os meios. Porque os fins são, na verdade, o fim. Perder é ruim? Quem perde é um ‘perdedor’, um ‘derrotado’ de fato? Não. Corrija-me se estou errado, mas perder não é ser o menor. Errar é aprender. Perder é ganhar mais uma oportunidade de... tentar. Errar é perceber as limitações que temos. Perder é chorar. E como é bom chorar! E como crescemos. Não que sofrer seja a solução. Não pense isso. Não nos prendamos ao sofrimento. Não vale a pena. Bom é ser feliz, sim. Chorar quando, simplesmente, acontece. E pra que vergonha de chorar? Chorar pra ser melhor, pra extravasar, pra superar e ser feliz. Bom é viver. Bom é caminhar. É aproveitar todos os momentos que a vida nos dá. Inclusive as aparentes derrotas. É fazendo o melhor que podemos, daquilo que sabemos, que realmente vivemos. Bom é ser aprendiz, é não saber realmente o que queremos da vida, por que a vida se constrói e se destrói e se reconstrói a cada momento. Antigas dores, hoje são experiência. Antigos amores, hoje são apenas boas lembranças. Por isso, sou o vencedor. Um jovem de 20 e poucos anos que não sabe nada da vida, que começa a saber agora. E que por isso pode se dar ao luxo de, quem sabe depois, descobrir que alcançou a vitória, mas antes disso, com certeza, talvez, sem dúvida, percorreu ultrapassando. eu no arco do triunfo Ouça O Vencedor - Los Hermanos Leia Gol?, Nelson de Oliveira
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